• Festina Lente

Sobre o livro "Festina Lente, apressa-te lentamente"

Atualizado: 27 de Fev de 2020


Onde você pode encontrar o livro:


Lojas Americanas - http://bit.ly/37G5GWI

Autografia - http://bit.ly/327Xiyh

Livraria Cultura - http://bit.ly/2P7CyRE

Livraria da Travessa - http://bit.ly/38FMIkw

Shoptime - http://bit.ly/2P8Riji

Submarino - http://bit.ly/327xWjO

Amazon - https://amzn.to/37HvB04


E-BOOK - http://bit.ly/2wqUPD6



Resenhas do livro:


Ser mulher não é fácil. Ser mulher aos 50, então... São muitas as emoções,

sentimentos, muita memória, acertos e desacertos e, sim, uma apreensão no ar: E

agora?


Ana Cristina Leonardos e Martha Estima Scodro são mulheres de 50. Elas viveram na

pele esse “estado de ser e estar”, como tão bem nomearam um dos capítulos deste

livro. Sábias que são, resolveram fazer o que poucas mulheres fazem – porque a roda

da vida está sempre a nos tumultuar –: parar. Parar para tentar entender o que estava

acontecendo com elas, com o corpo, o coração, o humor...


Então, abriram os livros (são de uma cultura invejável!) e buscaram o que pensam

filósofos, cientistas, psicanalistas, escritores de vários tempos e mundos. Não

satisfeitas, e certas de que só enxergando o outro somos capazes de nos enxergar

(inverso igualmente verdadeiro), promoveram charlas, conversas em grupo, com

dezenas de mulheres de 50 a 59 anos.


O livro que você tem em mãos é o resultado de todo esse processo.

Por favor, pare tudo e sorva cada palavra. Ela é essência. Ela define um estado de

alma. Um estado do corpo. Um estado de mundo. Não se apresse. Se você for uma

leitora, então... Dê-se, sem culpa, o tempo necessário para ler com calma cada ideia,

reflexão, capítulo.! Festina lente: apressemo-nos lentamente. Com cuidado, com

carinho, entusiasmo e amor. A hora é de colheita. Mas de plantar também, sempre.


Nilza Rezende



Um livro como este é uma aventura.


A proposta das autoras de tornar visíveis os desafios que as mulheres de 50 anos enfrentam já, por si, é um objetivo árduo, quando a isso se acrescenta que elas o fazem sendo parte desta faixa etária e enfrentando também essas turbulências, então todo o processo se converte em desafio reflexivo.


Escutar-se e olhar-se como investigadoras-escritoras aos 50 anos, ao mesmo tempo em que

escutam e testemunham outras mulheres falarem de suas vidas, acaba sendo um jogo de

espelhos, um labirinto de sentidos, ressonâncias e “hibridizações”.


Em meio a tanta complexidade, dar conta deste processo em um livro é um desafio cheio de riscos, porém, a audácia e a honestidade intelectual das autoras acabaram por produzir uma obra que transcende “as mulheres”, assim como transcende “os 50”.

Esta obra desliza para além do testemunho e da análise das problemáticas das mulheres de 50 anos ao apontar para a capacidade humana mais humana: a capacidade de pensar-se e sentir- se.


Interrogar-se e refletir acerca dos labirintos que surgem nas complexidades de atravessar

momentos significativos da vida, é uma proposta audaz, mas fazê-lo ao mesmo tempo em que se vive esta etapa, é como construir um barco enquanto se navega. Obra de artesãs audazes!


Seria este um livro de mulheres para mulheres? Sim e Não.


No livro, há um nível onde o que se escuta são as vozes de quem testemunha vivências

semelhantes no trânsito de uma etapa de vida à outra, e, em outro nível, o que emerge é a

humana condição de interrogar-se sobre a vida, seus desafios e suas surpresas.


Então, seria este um livro de mulheres para mulheres? Sim e não.


Neste ponto, essa obra é também um escrito que nós, homens, necessitamos ler para

perceber semelhanças, diferenças e particularidades relacionadas às transições significativas

da vida.


Estamos nos referindo a certos movimentos que nem sempre ficam registrados no calendário. Algumas vezes são tão sutis que somente os reconhecemos pelas marcas que vão deixando na pele, no sorriso, ou na ternura que surge ao olhar a própria imagem no espelho e descobrir riquezas escondidas.

Saul Ignacio Fuks





Nem toda pressa leva a uma precipitação. Nem toda lentidão é sinônimo de atraso.

Por afobação, às vezes passamos pela vida sem nem olhar na cara dela. Por falta de

pressa, às vezes deixamos a vida passar, e ficamos em estado de areia movediça,

entre sonhos abandonados, potências renunciadas, desejos tragados pelo tempo. É o

que mostram com desmedida sensibilidade Ana Cristina Leonardos e Martha Estima

Scodro, em Festina Lente – Apressa-te lentamente.


Mais do que tecer um belíssimo estudo da alma feminina, Martha e Ana Cristina

revelam aqui o que há de mais humano na superfície da finitude, na construção de

identidades, na transitoriedade dos sentimentos. Com provocações que geram

conversas e conversas que geram ainda mais provocações, Ana Cristina e Martha

convidam suas entrevistadas a mergulharem num delicado processo de escavação

íntima, e indagam a elas: “Qual a pergunta mais importante que você se fez no último

ano e por que ela é importante?” 


Inspiradas por essa e outras dúvidas de levantar importâncias, as autoras transitam

por vontades, medos, culpas e cobranças que povoam os pensamentos dessas

mulheres. Dessa forma, Ana Cristina Leonardos e Martha Estima Scodro escrevem um

livro de urgência essencial e abrem janelas com vista para descobertas

surpreendentes, viços adormecidos, faltas inconfessáveis, esperas transformadas em

passos, convites para voar por nossos mais vastos horizontes de dentro.  


Márcio Vassallo

Quer comentar? Escreva para: festina.lente.50@gmail.com

34 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo